O POESIS afirma-se como um Projecto Cultural Total. Um Espaço aberto, desinibido de barreiras disciplinares, visando a promoção de projectos culturais inovadores. Espaço holístico, poético de reconcialiação humana e visão cósmica. POESIA_ ARTE_CIÊNCIA_ESPIRITUALIDADE
sábado, janeiro 24, 2009
Homenagem a Fernando Peixoto
Contamos com a sua presença.
Gilberto Albuquerque (Presidente da Tuna Musical de Santa Marinha
quinta-feira, janeiro 15, 2009
OS DIAS E AS NOITES

I
Escrevo ao longe os dias e as noites
no papel barato do rascunho, e
nos invariáveis contornos do desenho livre
em madrugadas claras tranco-me no teu círculo
enrolo-me nos seus raios
à espera de me acomodar e
adormecer sobre o diâmetro
estendo-me nele, esticando as pernas,
e prendo-me na elipse
que se alongou no meu espreguiçar.
Estendo as mãos e
os dedos espalham-se para roçar a tua pele,
estremeço e baloiço os braços
para não te deixar para longe do meu peito;
no desequilíbrio das linhas
rasgo dois arcos medidos nos graus
que se retalham na amplitude do abraço,
para te coroar no topo da hipérbole.
Ao encontrar a parábola,
estava perdido de mim e
do papel principal;
não mas adormecerei sobre o diâmetro
nem me tentarei pelas hipérboles;
não lutarei por um papel na tua parábola
nem rasgarei a geometria do poema.
José Costa e Silva, Poesis, Janeiro 2009
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Clube Literário do Porto- Agenda
terça-feira, janeiro 06, 2009
sexta-feira, janeiro 02, 2009
O Que nos Empobreceu em 2008:

1989 - 2009 20 anos de POESIS

1995:
A. André
Em Outras margens
I
Hoje nos nús encontro cadáveres
dançantes - cada instante é morte
creio no riso quase morto
tentp negar o espanto perante a comédia
réstea de diferença ignorância
neste social que lentamente mata
rasgando atitudes perante a morte
fictícia deslumbrante e maldita
nasce a ocasião de estar
onde nunca hei-de chegar
Rir dos mortos - talvez seja loucura
o sonhar as imagens que correm
descontroladas que se desencontram
No clímax uma só imagem
deserta tenta sentir na escuridão
entristecida na coragem chega o dia
a luz sempre bendita
para alguns para mim maldita
Clamando a grande reviravolta
desprezando o desejo do dia e à noite
são entoados cânticos à venerável
num ritual alegre - balada do não ser
Fografando a medusa da hipocrisia
que é vencedora nos ossos do ofício
de existir alguém concentra a dor
Entretenham-se nesta ousadia louca


