segunda-feira, maio 11, 2009

Estar Cansado e Esperar

Estar cansado
E esperar por um corpo
Chamado árvore

Desse gigante Adamastor
Que passeia em
Seu alarde

Estar cansado e desesperar
Pelo fim de tarde
Desse amor à beira-mar

Da cavaqueira inútil
E desbravada

Do mundo raiz
Do pensamento

Estar cansado
E desesperar
Plo romance que nunca vem

Por ti barco sem
Nome tristeza de ninguém

Por ti Alhambra da alma
Em cujo desassossego teimo
Não adormecer.



- autor desconhecido -

sábado, maio 09, 2009

Quem Sofre





Quem sofe é
meu sonho
prenhe de dúvidas
do teu canto
do pranto
que inunda o futuro
insano de tão humano.

Lusofonia: Thiago Mello Poeta

terça-feira, maio 05, 2009






A primeira Tertúlia Poesis, vai ter lugar no dia 8 de Maio, na Casa da Cultura de Paranhos, no Porto, no Largo do campo Lindo, 9, pelas 21h30m

tendo como convidado,o bem conhecido artista :Onofre Varela.


Comparece contamos contigo caro(a) tertulian(o)a

sexta-feira, maio 01, 2009




CONDECORAÇÃO A FERNANDO PEIXOTO

No Dia 25 de Abril, pelas 10.30, no Pavilhão Municipal, junto ao Parque da Lavandeira em Vila Nova de Gaia, Fernando Peixoto foi condecorado a título póstumo com a medalha de Mérito Municipal Classe Ouro,por militância cívica.


Nunca será de mais a quem tanto engenho pôs no mundo!
" Uma terceira opção que poderíamos situar na passagem do Modernismo para o Pós-Modernismo diria respeito à substituição de um espírito de vanguarda por um sentido totalmente diferente, o do revivalismo. Daí as citações, o intencional regresso às formas historicamente definidas, o ecletismo, a convocação de estilos políticamente diversificados e entrosados que hão-de permitir que se fale de um novo-romantismo - apesar de, paradoxalmente, estar o Romantismo na génese da modernidade -, de novo-simbolismo, de novo-expressionismo, de novo-surrealismo abjeccionista, etc., para não falarmos antes de uma figura que poderá ser comum a todas estas formas de revival e que é precisamente a da paródia ou da ironia"

Fernando Guimarães, in " A Poesia Contemporânea Portuguesa e o Fim da Modernidade"







Doía-lhe a tinta, longe do seu exílio.

O medo emparedou, então, os tapumes da

Esperança de pedra em vitrines de

Vazio matemático, em sílex de povos

Das estrelas da esquizofrenia.




Fernando Botto Semedo, in "Sangue em Flor"

(com um obrigado especial do POESIS pela oferta do Livro)