O POESIS afirma-se como um Projecto Cultural Total. Um Espaço aberto, desinibido de barreiras disciplinares, visando a promoção de projectos culturais inovadores. Espaço holístico, poético de reconcialiação humana e visão cósmica. POESIA_ ARTE_CIÊNCIA_ESPIRITUALIDADE
sexta-feira, agosto 28, 2009

Do que não sei o nome eu guardo as semelhanças.
Não assento aparelhos para escuta
E nem levanto ventos com alavanca.
(Minha boca me derrama?)
Desculpem-me a falta de ignorãças.
Não uso de brasonar.
Meu ser se abre com um lábio para moscas.
Não tenho competências pra morrer.
O alheamento do luar na água é maior do que o meu.
O céu tem mais inseto do que eu?
Não assento aparelhos para escuta
E nem levanto ventos com alavanca.
(Minha boca me derrama?)
Desculpem-me a falta de ignorãças.
Não uso de brasonar.
Meu ser se abre com um lábio para moscas.
Não tenho competências pra morrer.
O alheamento do luar na água é maior do que o meu.
O céu tem mais inseto do que eu?
Manoel de barros, in "O Encantador de Palavras"
(Um dos maiores poetas Brasileiros em actividade)
terça-feira, agosto 18, 2009
A Segunda Canção com Lágrimas

Meu amigo cantava. Dizem que cantava.
E de repente
quebravam-se nas veias os relógios onde
os ponteiros marcavam vinte e cinco anos.
Vinte e cinco navios e cinco mapas
vinte e cinco viagns sempre adiadas.
Meu amigo quebrou-se como se fosse de vidro.
Ficaram vinte e cinco pedaços de um homem.
Manuel Alegre - in Nambuangongo, meu amor (os poemas de guerra)

"Todos os anos os gregos faziam um ritual para mostrar aos espectadores o que sucede às pessoas que se deixam prender pela rede do Espaço e do Tempo.
Esse Teatro Grego, a mim dá-me a impressão de que se destinava a levar os homens à Consciência plena de que estavam dentro de uma cadeia e incitá-los, pela contínua «injecção» de ambiente de cadeia, à Liberdade.
Os gregos tentavam, sim senhor, livrar-se da cadeia do Espaço e do Tempo..."
Agostinho da Silva
sexta-feira, julho 31, 2009
Portugal e o Seu Destino – Quinto Império/Lusofonia/União Europeia?
O futuro de Portugal foi desde cedo o mundo, Índia, África, Brasil, só falando das principais partidas de comércio. Hoje é a Europa, regressando assim ao continente de onde tentamos fugir, mas que por anverso foi ele mesmo o que partindo da nossa predeliecção para ser mundo, seguiu e aproveitou as nossas pisadas, tornando-o global com a 1ª. mundialização. Regressamos à europa, com ela esgotada e esvaída por tanta pretensão de civilização, por tanto ter feito, no mal e no bem, para a socialização compressiva, que elevou o ser humano a uma nova consciência, o hiperpessoal (como Chardin nos retratou). Mas esgotada, incapaz dos seus estados de assumirem sós o protagonismo, encontrou uma fórmula nova, a da união pela via democrática, uma experiência que a 2ª mundialização, após a turbulência social, criminal, política que vai produzir, irá valorizar pelo caminho único, como vimos de associação, que no campo mais vasto das regiões mundiais só a união nos propósitos ajudará à socialização compreensiva, que eliminará o cancro acelerado que corrói o mundo e põe em causa a sua sobrevivência: competição desumanizada, esplorando até ao tutano toda a energia vital, de modo total.
Neste quadro, o Portugal do passado, que sonhava com o Quinto Império, nas palavras de Agostinho só poderá existir sem Imperador, isto é um Portugal que vive uma experiência única na história a de uma união de povos cimentada pela pura adesão livre, e não pela conquista, é a primeira experiência de intergovernação de característica da 2ª mundialização, e poderá vivê-la, graças a esse passado de primeiro Império do início da Socialização Compressiva, em diálogo com os povos de àfrica, do Brasil, da Ásia, que partilham passado, história, linhagem, língua e cultura conncosco, ajudando-os, a perceberem este caminho tão dificil, da Associação como única saída para o o mundo, a saída do hiperpessoal.
Ou seja a Missão de Portugal, está descrita nas palavras de Agostinho da Silva: “Os portugueses levaram a Europa ao Mundo mas, agora, todos aqueles que falam a língua portuguesa, têm o dever de trazer o Mundo à Europa”[1]. Humanizar a mesma, revigorar-lhe a alma e as formas de pensar que tanto rasgá-las em forma de conhecimento científico positivo, deixaram de poder dialogar com a emoção e as formas mais humanas, quão naturais. Depois de ajudar-mos a Europa a conduzir o mundo a uma civilização, qual fiat lux, hoje que emerge um mundo de miscegenado, a nossa diáspora é a garantia de podermos oferecer à Europa, um mundo diverso, mas pleno de cultura. De conseguirmos que a velha senhora se dobre e perceba que as divindades a que atribuia pouca consideração, são as lendas de um história que nos ensina a lhar o planeta, como ele deve ser olhado, como natureza viva, digna e repeitável, com os direitos inalienáveis de quem nos fez nascer e nos deu a liberdade para escolher. Europa concha, projecto que se fecha sobre si mesma, incapaz de exemplar o mundo, pela natureza única do seu projecto de unidade; ou Europa mar, capaz de albergar quem quer partilhar este projecto de liberdade e união, de culturas e civilização, manifestação de uma outra compressão (social, demográfica, psicologica, economica, cultural) a que temos sido sujeitos nos últimos dois séculos em particular, não a compresão massiva, mas a compressão compreensiva, capaz de albergar o Ser na comunhão com outros seres, cuja diferença se desvanece nesse campo, que parte do pessoal para o hiperpessoal, pela partilha de uma outra consciência,a consciência de caminharmos em conjunto enquanto projecto humano, e esta é hoje a experiência Europeia, que Portugal pode assumir como missão divulgadora pelo mundo, trazendo o mundo para dentro da Europa.
[1] Mendanha, V. (199 )“Conversas com Agostinho da Silva”, Pergaminho
O futuro de Portugal foi desde cedo o mundo, Índia, África, Brasil, só falando das principais partidas de comércio. Hoje é a Europa, regressando assim ao continente de onde tentamos fugir, mas que por anverso foi ele mesmo o que partindo da nossa predeliecção para ser mundo, seguiu e aproveitou as nossas pisadas, tornando-o global com a 1ª. mundialização. Regressamos à europa, com ela esgotada e esvaída por tanta pretensão de civilização, por tanto ter feito, no mal e no bem, para a socialização compressiva, que elevou o ser humano a uma nova consciência, o hiperpessoal (como Chardin nos retratou). Mas esgotada, incapaz dos seus estados de assumirem sós o protagonismo, encontrou uma fórmula nova, a da união pela via democrática, uma experiência que a 2ª mundialização, após a turbulência social, criminal, política que vai produzir, irá valorizar pelo caminho único, como vimos de associação, que no campo mais vasto das regiões mundiais só a união nos propósitos ajudará à socialização compreensiva, que eliminará o cancro acelerado que corrói o mundo e põe em causa a sua sobrevivência: competição desumanizada, esplorando até ao tutano toda a energia vital, de modo total.
Neste quadro, o Portugal do passado, que sonhava com o Quinto Império, nas palavras de Agostinho só poderá existir sem Imperador, isto é um Portugal que vive uma experiência única na história a de uma união de povos cimentada pela pura adesão livre, e não pela conquista, é a primeira experiência de intergovernação de característica da 2ª mundialização, e poderá vivê-la, graças a esse passado de primeiro Império do início da Socialização Compressiva, em diálogo com os povos de àfrica, do Brasil, da Ásia, que partilham passado, história, linhagem, língua e cultura conncosco, ajudando-os, a perceberem este caminho tão dificil, da Associação como única saída para o o mundo, a saída do hiperpessoal.
Ou seja a Missão de Portugal, está descrita nas palavras de Agostinho da Silva: “Os portugueses levaram a Europa ao Mundo mas, agora, todos aqueles que falam a língua portuguesa, têm o dever de trazer o Mundo à Europa”[1]. Humanizar a mesma, revigorar-lhe a alma e as formas de pensar que tanto rasgá-las em forma de conhecimento científico positivo, deixaram de poder dialogar com a emoção e as formas mais humanas, quão naturais. Depois de ajudar-mos a Europa a conduzir o mundo a uma civilização, qual fiat lux, hoje que emerge um mundo de miscegenado, a nossa diáspora é a garantia de podermos oferecer à Europa, um mundo diverso, mas pleno de cultura. De conseguirmos que a velha senhora se dobre e perceba que as divindades a que atribuia pouca consideração, são as lendas de um história que nos ensina a lhar o planeta, como ele deve ser olhado, como natureza viva, digna e repeitável, com os direitos inalienáveis de quem nos fez nascer e nos deu a liberdade para escolher. Europa concha, projecto que se fecha sobre si mesma, incapaz de exemplar o mundo, pela natureza única do seu projecto de unidade; ou Europa mar, capaz de albergar quem quer partilhar este projecto de liberdade e união, de culturas e civilização, manifestação de uma outra compressão (social, demográfica, psicologica, economica, cultural) a que temos sido sujeitos nos últimos dois séculos em particular, não a compresão massiva, mas a compressão compreensiva, capaz de albergar o Ser na comunhão com outros seres, cuja diferença se desvanece nesse campo, que parte do pessoal para o hiperpessoal, pela partilha de uma outra consciência,a consciência de caminharmos em conjunto enquanto projecto humano, e esta é hoje a experiência Europeia, que Portugal pode assumir como missão divulgadora pelo mundo, trazendo o mundo para dentro da Europa.
[1] Mendanha, V. (199 )“Conversas com Agostinho da Silva”, Pergaminho
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