quinta-feira, maio 26, 2011

segunda-feira, maio 16, 2011

Sábado Com o POESIS AQUI- Não FALTE


21 Maio de 2011
ENCONTRO LUSOFONIA: CULTURAS E SOCIEDADES
Auditório da Biblioteca de Gondomar


14.30H – Abertura
Dr. Joaquim Paulo Silva – Grupo Literário POESIS
Dr. Fernando Paulo – Vereador do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Gondomar
Moderação – Dr. Nova Araújo (POESIS)

15.00H – A LUSOFONIA AO LONGO DO TEMPO.
Professor Doutor João Ferreira – Professor Titular Jubilado da Universidade de Brasília, onde foi convidado a leccionar na pela mediação do ilustre luso-brasileiro Agostinho da Silva. Participou da tertúlia do Grupo da Filosofia Portuguesa, no Café Palladium, em Lisboa, juntamente com Álvaro Ribeiro, José Marinho, António Quadros, Orlando Vitorino e outros.

15.30H – SOCIEDADE, INTERCULTURALIDADE E CIDADANIA AO LONGO DO TEMPO.
Dr. Barbosa da Costa – Licenciado em História e Mestre em História Moderna. Foi Professor do Ensino Primário, Secundário e Superior, Vereador da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia mais de 27 anos, e é autor de vários livros sobre História.

16.00H – COMUNIDADES LUSÓFONAS NO SÉCULO XXI.
Dr. Renato Epifânio – Nova Águia/Movimento Internacional Lusófono

16.30H – Dr. Joaquim Paulo Silva – Grupo Literário POESIS/Instituto para a Formação Humana e Social
Debate
17.00H – Palavras Vivas – Eduardo Roseira
17.15H – Apresentação de livros/artigos subordinados à temática
17.45H – Encerramento

segunda-feira, maio 02, 2011


A morte é 
um polvo
triste a
seduzir-nos com
os seus
mil olhos.

terça-feira, abril 26, 2011


Da Literatura e da Cultura ainda reza a história...e este país, Portugal, precisa que ela mesmo, os seus constituintes atuais, clamando a outros vates, levantem a sua voz e afirmem a grandeza histórica e cultural de um povo cujo vida vai além da contabilidade do FMI, da UE e outras instâncias, que tomaram o mundo como seu...puro e ledo engano, vide o nosso Camões...das finanças já não reza a história e pelo caminho do mundo, economistas, morreram todos na praia, a barafustar contra as suas próprias predicas..ah falsos profetas, de um imenso nulo!
...traigo
sangre
de
la
tarde
herida
en
la
mano
y
una
vela
de
mi
corazón
para
invitarte
y
darte
este
alma
que
viene
para
compartir
contigo
tu
bello
blog
con
un
ramillete
de
oro
y
claveles
dentro...

José

Ramon...

Rumores

Um leve tremor
precede a tempestade
pedras e abelhas
abrem a profecia
fiel ao seu aroma
a primavera avança
não renuncia
assim nós
o fizéramos
rodeados de fim e mistério.

segunda-feira, abril 11, 2011

M., a última palavra


Entre restos de vida passada
refugiava-se o coração de cada um de nós no seu covil,
uma gota de sangue, pequeno vitral de reflexos coloridos,
na orelha de M., a pistola no chão perto da mão, ainda quente a pistola.

O que quer que tivesse acontecido
fora em sítios inacessíveis às notícias dos jornais 
e aos flashes das máquinas fotográficas
voando agora como aves cegas à sua volta.

Um grande mutismo cobrira tudo
gelando os nossos passos e o que disséssemos
ainda antes de pronunciado;
percebia-se, de quem sempre quis ter a última palavra.

Não se percebia era a falta de uma explicação ou de um sinal
(ao menos um sinal justificar-se-ia dadas as circunstâncias),
apenas um botão do casaco mal abotoado,
provavelmente sugerindo alguma impaciência.

Manuel António Pina (inédito, publicado no Público de 9de abril)